Artigo 03 - 07 de Julho de 2026 - Sapé/PB, Brasil.
Assunto: Festa no cemitério, uma reflexão bíblica sobre a morte espiritual no contexto atual!
Texto base: Ezequiel 37:1-14
Autor:
Jefferson Guilhermino de Sousa
Eu tenho certeza que esse título
chamou a sua atenção e é exatamente por isso que você está aqui. Acredito que a
dúvida seja: “Como assim, festa no cemitério?”, de fato, esse tema chama atenção
pois ele foge de uma compreensão realista diante daquilo que sabemos quanto ao
conceito de cemitério. O cemitério é o lugar onde sepultamos os “nossos mortos”,
lá não existe festa, alvoroço, discussões... pelo menos não entre aqueles que lá
estão enterrados. Mas, então, o que isso significa? Na verdade, esse tema será
tratado de forma espiritual, naquilo que nós cristãos cremos, a partir dos ensinamentos
bíblicos, de uma vida sem Cristo e uma vida nova em Cristo. Os recentes
festejos que aconteceram tanto na minha cidade quanto em vários lugares do
Brasil, principalmente na região Nordeste nesse período Junino, me fazem
refletir sobre a condição espiritual em que todos aqueles que estão inseridos
nessas celebrações estão. O que há nesses ambientes é um convite prazeroso para
todos aqueles que estão mortos espiritualmente e desejam satisfazer seus
anseios carnais.
DESENVOLVIMENTO
Quando reflito sobre essas
celebrações, e não falo apenas das festas juninas, há tantas outras festas semelhantes
a essa, como o carnaval, por exemplo; alguns textos bíblicos veem em minha
mente, como esse texto de Ezequiel 37, por exemplo, o texto de Êxodo 32, sobre
o bezerro de ouro, Efésios 2:1-22 onde o apóstolo Paulo fala que no passado, antes
de conhecermos a Cristo, a nossa inclinação é para os desejos da carne, mas,
agora, em Cristo somos salvos e recebemos vida, o sentimento que tenho é de tristeza,
por aqueles que lá estão. Sua condição é de mortos espiritualmente, escravizados
pelo pecado e cuja herança é a ira vindoura de Deus. Imagino o quão perplexo
ficou o profeta Ezequiel quando Deus o conduziu ao meio de um vale de
mortandade, onde só existia ossos secos, e que aqueles ossos secos naquele vale
de morte eram do seu próprio povo. Embora o povo de Israel existisse e
fisicamente estivessem vivos, mas, por causa de seus pecados e transgressões,
estavam mortos espiritualmente, afastados de Deus. Embora a visão de Ezequiel trate originalmente da restauração de Israel, ela também nos oferece uma poderosa ilustração da condição espiritual do ser humano separado de Deus. E é justamente isso o que
vejo nessas festas, pessoas vivas fisicamente, mas, mortas espiritualmente,
distantes de Deus por causa de seus pecados e iniquidades, e, por isso, seus
desejos estão voltados para satisfazer a sua carne.
Lá, onde essas festas são celebradas,
os mortos estão cantando, dançando, bebendo e comemorando; e eles não são
poucos, há uma multidão incontável de ossos secos espalhados nas praças, casas
de shows e estádios, em frente aos palcos, diante daqueles que os conduz à uma
festa pagã e imoral, cantando e louvando os ídolos da imoralidade sexual,
embriaguez, da morte, da mentira, da luxúria, da ganância; todos eles,
assentados como rei e senhor, no trono que eles estabeleceram em seus corações envolvidos
em trevas, densas trevas. Lá, não há apenas um, mas vários bezerros de ouro,
recebendo adoração através de músicas, danças e prostituição que foram criados
com seus próprios utensílios, enquanto Moisés, que representa os filhos da
obediência, está no alto do monte, diante da presença do Senhor, distante de
tudo isso. É ou não é uma festa no cemitério? É ou não uma festa celebrada
pelos mortos? Eu poderia fazer tantos questionamentos sobre isso! Por exemplo,
o que faz um cristão desejar estar nesse meio? Porque que, diante de tudo isso,
não há uma indignação visível da igreja, assim como Moisés ficou indignado
quando viu o povo celebrando diante de um bezerro de ouro?
Mas, acredito que, o principal
questionamento que deve ser feito diante de tal tragédia é a mesma que o Senhor
fez ao profeta Ezequiel: “Filho do homem, será que estes ossos podem reviver?”
(Ez 37:3). E a melhor resposta para essa indagação é a mesma do profeta: “Senhor
Deus, tu o sabes.” (Ez 37:3). E eu acredito que essa é a melhor resposta
porque, se formos analisar a multidão incontável de pessoas que estão nessas
festas, vamos chegar à conclusão que lá estão pessoas de todos os tipos: “crentes”
e não crentes, religiosos e não religiosos, afastados da fé, desigrejados, cristãos
liberais, ateus, aqueles que conhecem as Escrituras, foram evangelizados, mas,
rejeitaram o Salvador, àqueles que estão em trevas e serão alcançados
futuramente, etc. Portanto, de fato, a melhor resposta é: Senhor Deus, tu o
sabes!
Mas, se tem algo que posso afirmar
com plena convicção diante desse cenário, é, que, assim como a Palavra de Deus
fez com que aquela multidão incontável de ossos secos viesse a ter vida, assim,
também, a Palavra de Deus, que é o Evangelho de Jesus, tem poder para fazer viver
essa multidão incontável de mortos que estão nessas festas pagãs, e oro para
que assim seja. Oro e trabalho arduamente para que possamos ver esse milagre se
cumprindo na vida dessas pessoas; que cristãos afastados sejam alcançados e
restaurados; que mortos espirituais sejam alcançados e recebam vida por
intermédio de Jesus Cristo, o Filho de Deus; e que essa “festa no cemitério”
seja transformada em “festa no céu”. Mas, há outra questão deveras importante: “Como,
porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada
ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? (Rm 10:14). Deus enviou o
profeta Ezequiel a um vale de ossos secos para que lá ele pudesse profetizar
vida pela Palavra de Deus, da mesma forma, há uma multidão incontável de ossos
secos, para os quais Cristo nos envia (Mt 28 e Mc 16), afim de pregarmos para
eles o Evangelho de Jesus, para que creiam, se arrependam, sejam perdoados,
salvos, santificados e ligados à Igreja, para que esperem com ansiedade a volta
gloriosa do seu Senhor, que os resgatou.
Deus
abençoe a sua vida, em Nome de Jesus!


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